Reflexão de John MacArthur Jr. O Papel do Pai – Amor Sacrificial

Como já compartilhei com vocês algumas reflexões do livro “Como educar seus filhos segundo a Bíblia” o post de hoje é dedicado aos pais, este livro tem me levado a pensar muito sobre as minhas atitudes como mãe, e não é porque sou mãe que vou deixar de compartilhar este ensino dedicado aos pais. Espero que você possa refletir tanto quanto eu a respeito, pois não há versão digital do livro na internet, por isso sempre procuro redigir um ensino importante que acrescente em nossos conhecimentos como cristãos.

John MacArthur é um forte defensor da pregação expositiva, um dispensacionalista e umcalvinista. Conheça mais sobre o autor do livro aqui.

Desejo que você possa absolver muito conhecimento nesta leitura, e que através da misericórdia de Deus, você possa alcançar a graça de colocar estes ensinos em prática.

Amor Sacrificial

Em primeiro lugar, como temos ressaltado desde o princípio, o amor do marido por sua esposa não deve ser do tipo dominador. É um amor sacrificial.
É o mesmo tipo de amor que Cristo teve pela igreja. E como ele demonstrou seu amor? Ele “se entregou a si mesmo por ela” (Efésios 5:25). Atos 20:28 refere-se à igreja como “a igreja de Deus, a qual ele comprou com seu próprio sangue”. O sacrifício de Cristo é a própria epítome do que o amor exige. 1 João 3:16 diz: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” O próprio Jesus declarou: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (1 João 15:13).
João Crisóstomo, um grande pregador da igreja dos primeiros séculos, disse o seguinte aos maridos tentados a preocupar-se com a medida de obediência esperada da parte de suas esposas:

Perscruta também a medida do amor. Tu gostarias de ter uma esposa obediente, como a Igreja é obediente a Cristo? Então toma com ela o mesmo cuidado providente que Cristo tem pela Igreja. Sim, mesmo que seja necessário dar tua vida por ela, sim, e ser cortado em pedaços dez mil vezes, sim, e sofrer e suportar qualquer tipo de sofrimento, não te recuses. E mesmo que tu te submetas a tudo isso, de forma alguma terás feito algo semelhante ao que Cristo fez. Porque tu na verdade estás fazendo isso por aquela a quem já te uniste; mas ele o fez por aqueles que lhe viraram as costas e o odiaram. Da mesma maneira, então, que Cristo e fez recostar-se aos próprios pés, a ela, que lhe voltou as costas, que odiou, que o menosprezou e que o desdenhou, mas não por ameaças, nem por violência, nem por terror, nem por nada semelhante, mas por seu incansável afeto; assim também te conduze para com tua esposa. Sim, embora tu a vejas tratando-te com superioridade, e desprezando-te, e afastando-te, por tua grande consideração para com ela, por teu afeto, pela tua bondade, tu serás capaz de fazê-la repousar a teus pés… Sim, embora devas tu sofrer tudo por causa dela, não a menosprezes, porque o próprio Cristo não o fez.

A despeito da linguagem antiquada, essa é uma percepção maravilhosa. Quantos homens adoram alisar Efésios 5:22 – “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido” – na cara de sua esposa? Entretanto, quantos desses mesmos homens estão dispostos a cumprir o que é exigido deles nos versículos 25-33?

Apesar de não usar a palavra “amor”, o apóstolo Pedro retrata como deve ser o amor do marido por sua esposa: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida” (1 Pedro 3:7).

Note que Pedro também afirma o papel de submissão da esposa. No versículo 6, ele diz: “Sara… obedeceu Abraão, chamando-lhe senhor.” Não muito tempo depois de noivar com vistas a casar-se, um jovem procurou um amigo meu em busca de aconselhamento bíblico. Seu noivado estava em risco, porque ele tinha mostrado 1 Pedro 3:6 à futura esposa e dito que dali em diante ela deveria referir-se a ele como “senhor”. (Na verdade, ele disse que preferia a Nova Versão Internacional, que diz: “mestre”.)  Ela recusou terminantemente, argumentando não acreditar que o versículo significasse que a esposa deveria literalmente chamar seu marido de “senhor e mestre.” Esse jovem perguntou a meu amigo se deveria desmanchar o noivado agora, ou dar à noiva tempo para aprender “submissão bíblica apropriada”.
Meu amigo mostrou-lhe que 1 Pedro 3:6 não conclama as esposas à reverência servil. Uma análise de Gênesis 18:12 mostra que, quando Sara chamou Abraão de “meu senhor”, estava referindo-se a ele na terceira pessoa. Nada sugere que Sara se dirigia ao marido dessa maneira, e certamente não há nenhum mandamento bíblico que exija que as esposas tratem seus maridos como superiores. Um marido que insiste nesse tipo de respeito verbal por parte da esposa está esquivando do verdadeiro propósito de Pedro. Asa instruções de Pedro para o marido em 1 Pedro 3:7 enfatizam que a esposa é uma companheira – herdeira da graça de vida – de igual valor espiritual diante de Deus, não uma escrava pessoal do marido. Meu amigo sugeriu ao jovem que talvez ele devesse mesmo romper o noivado, mas, para o bem da sua futura esposa, até que ele obtivesse uma perspectiva melhor de como os maridos devem tratar suas esposas.

O relacionamento de liderança-submissão não diz respeito a superioridade e inferioridade. Muitas esposas são claramente mais sábias, mais inteligente, mais articuladas e dotadas de mais discernimento que seus maridos. No entanto, Deus organizou a família de modo que o homem seja o cabeça. Não porque a esposa deve automaticamente ao marido honra e serviço como se fosse inferior a ele, porque ela não deve ser tratada como inferior, e sim como co-herdeira. A razão da ordem divina é que a esposa é a parte mais frágil, e portanto o marido lhe deve sacrifício e proteção.

Em outras palavras, no que diz respeito aos maridos, o papel de liderança deve ser visto como algo que implica maior responsabilidade, não maior privilégio. O coração do conceito bíblico de liderança abriga uma disposição para sacrificar os próprios privilégios. Um marido que não é capaz de suportar isso não estará exercendo o tipo apropriado de liderança em sua casa.

(Trecho do livro “Como Educar os Seus Filhos Segundo a Bíblia” de John MacArthur, Jr. Páginas 136 e 137).

Ensino precioso é aquele que não foge da palavra de Deus, ela é tudo, é essência de tudo que necessitamos nesta vida. Se você tiver a oportunidade de adquirir este livro, posso garantir que será um investimento magnífico no que diz respeito a um ensino verdadeiro.

 

Que Deus os abençoe!

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